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MEDITAÇÃO DIÁRIA

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Consumidor deve ter cuidado na hora de escolher novo plano para conta de telefone

Operadoras terão que oferecer duas opções de planos,mas nem sempre o alternativo é o mais vantajoso;
Antes de falar ao telefone, é melhor fazer as contas para escolha do melhor plano

A partir do próximo dia 1º de julho, a cobrança pelos serviços de telefonia fixa local começará a ser feita por minutos, e não mais por pulsos, e os usuários já devem começar a identificar qual o seu perfil de consumo para optar por um dos dois planos, o básico e o alternativo que, obrigatoriamente, terão que ser oferecidos pelas operadoras. A exigência é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A migração do sistema atual para a tarifação por minutos será automática, mas, a partir das contas de maio, com vencimento em junho, as operadoras terão que facultar aos clientes a opção por um dos dois planos.

No plano básico, um minuto de conversação sairá a R$ 0,10 em média, enquanto no alternativo o custo será de aproximadamente R$ 0,03.

O consumidor que não optar passará automaticamente para o plano básico de tarifação por minutos.O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) fez um levantamento a pedido do Procon e concluiu que o plano alternativo, denominado pela Anatel como Plano Alternativo de Serviços de Oferecimento Obrigatório (Pasoo), pode ser uma armadilha para os clientes que falam pouco ao telefone, com ligações de até três minutos de duração.

Para converter os atuais pulsos para minutos, a Anatel considera que um pulso equivale a 1,7 minuto. Hoje um pulso é computado aleatoriamente em até quatro minutos após a chamada ser atendida, e depois a cada quatro minutos de conversação.

Um pulso hoje custa R$ 0,15, em média. O representante do Procon em Nova Friburgo, Evandro Arcanjo, orienta os usuários a traçarem um perfil de consumo antes de optar para qual plano pretendem migrar. “Infelizmente, depois de vários adiamentos dessa cobrança por minutos, a Anatel aprovou um sistema que ainda é confuso para o consumidor.

Muita gente poderá se dar mal se escolher o plano que não for vantajoso para o seu perfil de consumo e certamente as operadoras não deverão fazer uma ampla campanha de divulgação das vantagens e desvantagens dos planos”, destaca o integrante do órgão de defesa do consumidor no município.

Evandro explica que o plano alternativo só vale a pena para quem faz ligações locais com mais de três minutos de duração. Quem tem esse perfil e migrar para o Pasoo vai continuar pagando praticamente o mesmo valor que o cobrado no sistema atual, por pulsos. De acordo com o Procon, a desvantagem do alternativo é que a cada ligação local computada será cobrado o equivalente a quatro minutos de conversação.

A cada décimo de minuto (de seis em seis segundos), o usuário ainda será cobrado pelo tempo de utilização. Ou seja: o cliente que falar ao telefone por apenas um minuto no plano alternativo pagará por cinco minutos de uso (quatro minutos pela tarifa de completamento da ligação, mais um minuto de conversação).

Após migração de pulsos para minutos,a taxa de assinatura vai continuar
Além de ser a melhor opção para quem faz ligações locais acima de três minutos de duração, o plano alternativo é o indicado principalmente para os que utilizam a internet por acesso discado.

O Procon alerta ainda que os horários de cobrança reduzida serão os mesmos do plano básico (de segunda a sexta, da meia-noite às 6h e das 14h de sábado às 6h de segunda-feira, além das 24 horas dos feriados nacionais), quando é computada apenas uma ligação a cada chamada local completada.

No plano básico serão cobrados no horário reduzido dois minutos de conversação fixos e, no alternativo, quatro minutos. “Vale lembrar que, com a mudança de pulsos para minutos, continuará a cobrança da taxa mensal de assinatura e habilitação.

Nas linhas residenciais a assinatura do plano básico dará direito a 200 minutos em ligações e as comerciais, a 150 minutos de conversação; no alternativo, a 400 minutos de conversação. O excedente será cobrado à parte, como já é feito no sistema atual, por pulsos”, lembra Evandro Arcanjo.

Plano Básico só é bom para quem usa o telefone para dar recados ou fala pouco.
Embora o custo de cada minuto de ligação seja maior que o do plano alternativo, o plano básico é o ideal para quem fala ao telefone por até três minutos a cada ligação.

No básico não há tarifa de completamento de ligação e o consumidor só pagará realmente pelo tempo que gastar ao telefone, mas a cada chamada completada haverá tarifação mínima de 30 segundos de conversação. É o plano mais indicado para comerciantes e empresas.

Atualmente, segundo o Procon de Nova Friburgo, da forma como as contas de telefone são cobradas, dificilmente o consumidor tem base para escolher corretamente qual o melhor plano para ele, já que o número de pulsos tarifados não é um dado suficiente para se traçar um perfil ideal, pois não se sabe, por exemplo, se 200 pulsos equivalem a cem ligações ou mais. As ligações para celular, interurbanas e internacionais já são cobradas por minutos de conversação e não sofrerão qualquer alteração.


Veja alguns exemplos do custo das ligações com a mudança.

Tempo de Plano básico / Plano básico / Plano alternativo/

1 minuto R$ 0,15 / (um pulso) R$ 0,10 / R$ 0,19
2 minutos R$ 0,15 / R$ 0,21 / R$ 0,23
3 minutos R$ 0,15 / R$ 0,31 / R$ 0,27
15 minutos até R$ 0,79 / R$ 1,58 / R$ 0,75
30 minutos até R$ 1,42 / R$ 3,16 / R$ 1,35
uma hora até R$ 2,54 / R$ 6,33 / R$ 2,54


(conversação em pulsos e em minutos )

http://www.avozdaserra.com.br/materias/materias.php#mat5

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