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R E A B I L I T A R - FISIOTERAPIA GERAL E ESTÉTICA - PAGINA DE COMPRAS

Medite

R E A B I L I T A R - FISIOTERAPIA GERAL & DERMATOFUNCIONAL

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Resumo de Eletro: Ultrasom, Ondas Curtas e Microondas

Termoterapia:

O calor é um excelente método terapêutico, melhora o metabolismo e a circulação local, aumenta a elasticidade do tecido conectivo, relaxa a musculatura e causa analgesia.
Calor superficial: Como exemplo temos: bolsas térmicas, banho de parafina, infra-vermelho e turbilhão. Quando se objetiva administrar em extremidade sendo o banho de parafina o mais indicado.
O tempo ideal de aplicação é de 10 a 15 min.


Calor profundo: Métodos mais utilizados são o ultra-som, ondas curtas e microondas.
A diatermia por microondas e ondas-curtas é normalmente utilizada quando determinada região está sendo preparada para a cinesioterapia, por propiciar o relaxamento músculo-tendíneo.
O ultra-som aplicado a intensidade de 0,75 a 1,0 w/cm2 provoca aquecimento profundo, analgesia, melhora a circulação, aumenta a elasticidade, extensibilidade tecidual e reduz a rigidez osteo-músculo-ligamentar.

Microondas

Conceito: É uma forma de tratamento em que se usa uma corrente de alta frequência (2450MHz), com comprimento de onda eletromagnética de 12,25cm com fins terapêuticos.

Efeitos

Calor Homogêneo: Boa termopenetração. Aquece a nível muscular, sem superaquecer a pele e tecido adiposo.

Hiperemia: Superficial e profunda.

Aumento da Circulação Sanguínea: Devido à vasodilatação decorrente do calor.

Aumento do Metabolismo: Leva a uma maior troca e reações químicas.

Aumento do Aporte de Oxigênio

Regenerador Tecidual: Devido ao aumento do aporte de substância nutritivas, enzimas, eletrólitos, oxigênio.

Analgésico: Aumenta o limiar de excitabilidade dos nervos sensitivos e também pelo descongestionamento da área, bem como pelo relaxamento.

Aumenta a Excreção Urinária

Diminui a Pressão Arterial

Espasmolítico Relaxante

Reflexo: Ação reflexa Paravertebral sobre segmentos nervosos, que inervam determinada região.

Defesa: Antiflogístico: Aumenta o número de leucócitos na área de anticorpos.

Inibidor da Recuprodução de Microorganismos: O aumento de temperatura cria um meio desfavorável para sua reprodução.

Tipos de Eletrodos:

Retangular, Circular grande, Focal ou contato


Acessórios

Vareta Fluorescente: Serve para verificar a área que está recebendo as ondas eletromagnéticas. Quando usamos o eletrodo retangular ou circular grande, colocamos a vareta entre o eletrodo e a pele. Realizamos movimentos. A área que está recebendo radiação fica avermelhada.

Óculos Protetores: Usados para proteger os olhos, quando o tratamento for a nível cervical ou pescoço com eletrodo circular.

Cabo de Conexão(Suporte): Serve para ligar o eletrodo ao aparelho. Um para 25watts, outro para 200.


Dose - Calor

Depende da sensação subjetiva de calor referida pelo paciente e ainda da fase em que se encontra a enfermidade, e é baseada na escala de Schiliephake, ou seja:
1-Calor Muito Débil: Imediatamente abaixo do limiar de sensibilidade.
2-Calor Débil: Imediatamente perceptível.
3-Calor Médio: Sensação de clara de calor.
4-Calor Forte: No limite de Tolerância.

Fase Aguda: Calor muito débil, calor débil
Fase Crônica: Calor médio, calor forte


Tempo:

Fase aguda (cinco minutos), Fase crônica (cinco a dez minutos).


Distância dos Eletrodos/ Pele:

Retangular, Circular grande, Circular pequeno (cinco a dez centímetros por pele), Contato (em contato direto com a pele).


Potência:

Eletrodo retangular, Eletrodo circular grande (zero a duzentos watts), Eletrodo circular pequeno eletrodo focal ou contato (zero a vinte cinco watts).


Escala:

Zero a duzentos watts, zero a vinte cinco watts.
Quando se usar a escala zero a vinte cinco watts, não exceder a marca vermelha.
Quando usamos os eletrodos circular grande, retangular, pequeno ou de contato, a potência muda automaticamente, uma vez que também mudamos os cabos (suporte).
Há aparelhos que possuem um suporte para troca de eletrodos, o que possuem um suporte para troca de eletrodos, o que mudam também a potência.


Cuidados e precauções:

Com sensibilidade, dosagem, tempo, testículos, obesos(pregas), crianças e idosos, olhos, evitar cadeira ou maca de metal.


Indicações:

Artralgia, Artrose, Artrite, Ancilose, Fibrose, Bursite, Braquialgia, Contusão, Contratura, Contratura de Dupuytrem-Eletro focal, Ciatalgia, Distensão, Doença de Bechterew, Entorse, Epicondilite, Espasmo muscular, Lombalgia, Mialgia, Neuralgia, Neurite, Sinovite, Tendinite, Nódulo de Heberden- Eletrodo de contato, Miogelose


Contra- Indicações:

Sobre implantes metálicos(pinos, placas, hastes), Áreas com perda de sensibilidade, Sobre tecidos de náilon sintéticos, Processos inflamatório agudo, Antes de quarenta e oito horas pós-traumatismo, Áreas hemorrágicas, Edemas, Osteomielite, Estados febris, Afecção vascular periférica, Áreas isquêmicas, Sobre gesso ou curativo, Tumores, Áreas anestesiadas, Desidratação, Marasmo, Flebites, Trombose, Tuberculose pulmonar, Na região lombar ou abdominal período menstrual, Na região lombar ou abdominal período pré- menstrual, Na região lombar ou abdominal infecção urinária- renal, Marca- passo, Regiões expostas ao raio x, antes de quinze dias após a exposição.


Técnica de Aplicação:

Despir a área a ser tratada, Paciente posicionado adequadamente, cômodo e relaxado, Usar mesa, maca ou cadeira de madeira ou com material isolante, Examinar a área, Testar a sensibilidade, Destituir o paciente de materiais metálicos, como relógio, pulseira, anel, corrente, Secar a área, Verificar se o paciente possui implantes metálicos, Verificar se o paciente possui marca- passo, Explicar ao paciente que ele deverá relatar o tipo de sensação de calor que estiver sentindo, Eleger o eletrodo para tratamento, Colocar o eletrodo adequadamente segundo a enfermidade, Fixar corretamente o cabo de conexão ou suporte, Ligar o aparelho à rede urbana, Zerar o aparelho, Ligar o aparelho, Esperar dois minutos para seu aquecimento, Colocar o tempo prefixado, Colocar a potência segundo a escala de Schliephake sensação subjetiva de calor, observar a área com a vareta fluorescente, Questionar o paciente durante o tratamento, Findado o tempo desligar o aparelho, Examinar a área, Desligar o aparelho da rede urbana.


Ondas Curtas

A diatermia é uma técnica que consiste em elevam a temperatura dos tecidos pela passagem de uma corrente de alta freqüência e ondas curtas através de uma região do corpo. O calor é produzido pela resistência dos tecidos à passagem da corrente elétrica.
Os aparelhos de diatermia por ondas curtas têm três componentes básicos: suprimento de energia, circuito oscilador e o circuito de paciente.
As freqüências permitidas para operações de diatermia por ondas curtas são 13, 66, 27, 33, 40 e 98 MHz. Os comprimentos de onda correspondente as freqüências permitidas são 22, 1, 7.5 metros.
A freqüência da oscilação de ondas curtas é estabelecida pela Convenção de Atlantic City, em 1942, a fim de prevenir transtornos em outras atividades de transmissão.


1 - Definição


Diatermia

É a aplicação de energia elétrica de afta freqüência que se usa para produzir calor nos tecidos corporais (aumentam a temperatura em até 40 a 45°)


Alta Freqüência

Uso terapêutico de oscilações eletromagnéticas com freqüência superior a 300.000 Hz e possuem a características de não despolarizarem as fibras nervosas.


Ondas Curtas

É uma forma de eletroterapia de alta freqüência, sendo considerada as correntes com as seguintes freqüências e comprimentos de onda:

• 27,12 MHz, com longitude de onda de 11 M (mais comum)
• 13,56 MHz com longitude de onda de 22 M
• 40,68 MHz com longitude de onda de 7,5 M


2 - Bases físicas


Efeito Joule

Quando uma energia passa através de um condutor, parte da energia elétrica se converte em calor. "A quantidade de calor produzida em um condutor é proporcional ao quadrado da intensidade da corrente, e a resistência e ao tempo que dura a passagem da corrente".


Produção de Calor:

As moléculas muito próximas (nos tecidos muito densos), aumentam a temperatura mais facilmente, pois os movimentos rápidos das moléculas aumentam o atrito e conseqüentemente produzem calor organicamente. Pode ser exemplificado pelo tecido ósseo muscular.


Ausência de Fenômenos Eletrolíticos:

Devido à alta velocidade de condução das correntes de alta freqüência, não existe a possibilidade de eletrólise.

Produção de Corrente de Ondas Curtas

A transformação de corrente alta doméstica de 120v e 60 Hz em 500V e 45 MHz é conseguida através de uma fonte de energia que alimenta um oscilador de radiofreqüência, que em seguida passa por um amplificador de potência que gera uma potência necessária para os eletrodos, este amplificador é ligado a um depósito ressonente de saída (sintonizador) que sintoniza o paciente à parte de um circuito, o que permite transmitir o máximo de energia a ele.
Quanto mais curta é a longitude de onda, maior a freqüência e maior a penetração.

Campo Eletromagnético

Segundo estudo de Faraday e Maxwell descobre-se que todo campo elétrico gera um campo magnético e vice-versa, e as ondas eletromagnéticas se propagam na velocidade da luz (3X 108M/seg). v = (. F.

3 - Métodos de transferência de energia ao paciente.

Qualquer aparelho que gera corrente elétrica gera também um campo elétrico e campo magnético. A produção e a predominância destes campos depende de algumas características, como tipo de eletrodos, colocação dos eletrodos. A aplicação de ondas curtas.
Pode ser transferida através de campo de condensação ou eletrostático ou campo indutivo ou eletromagnéticos.

4 - Efeitos fisiológicos

Todas as correntes de alta freqüência penetram mais profundamente no corpo do que a radiação infravermelha, por conseguir o paciente ser submetido a diatermia nunca deve ter uma sensação de calor tão intensa quanto aquela produzida pela energia infravermelha.
No caso do aquecimento mais moderado, nota-se aumento gradual na vascularização que pode ajudar na resolução de um processo patológico valioso recurso físico para o alívio sintomático da dor, seja ela proveniente de lesões agudas ou mesmo decorrentes de processos por um período de tempo suficientemente longo para possibilitar que ocorra a troca de calor.
A temperatura que será produzida nos tecidos de um organismo vivo será modificada por fatores fisiológicos, como a distribuição da temperatura preexistentes e alterações no fluxo.

Efeito Fisiológico sobre os Vasos Sanguíneos e Linfáticos

O principal efeito é a vasodilataçâo, que é decorrente de um efeito físico básico, a dilatação dos corpos. Quando qualquer corpo sofre intervenção do calor; ocorre uma vibração molecular, que promove um afastamento, levando o corpo a se expandir.
A vasodilataçâo inicialmente ocorre nas arteríolas e capilares, que em caso de permanência atinge através, vasos linfáticos e veias.
A terapia por ondas curtas, aumenta a irrigação sanguínea da área e eliminação da linfa, o que aumenta a capacidade de reabsorção do tecido. Estudos de Barth e Kern indicam que um calor brando por tempo curto favorece a vasodilataçâo ; ao contrário, tempos prolongados e intensidades elevadas promovem vasoconstrição.


Efeitos Fisiológicos sobre o Sangue

1 - Troca dos níveis de glicemia:

Após aplicação direta sobre as glândulas endócrinas, onde ocorreu hiperglicemia nos primeiros 35', sendo seguida de hipoglicemia, que dura várias horas, não sendo clara a correlação deste fenômeno com o aumento de metabolismo.

2 - Aumento do aporte de leucócitos nos tecidos adjacentes:

Decorre do aumento do fluxo sanguíneo local que aumenta a demanda de 02, nutrientes e leucócitos, levando a um aumento da capacidade de fagocitose. Todo este mecanismo traduz-se em aumento de metabolismo.

3 - Tempo de coagulação diminuída e diminuição da viscosidade do sangue:

A diminuição da viscosidade do sangue é decorrente de uma alteração física do calor. ) O calor quando incide sobre um corpo diminui a coesão intermolecular, fluidificando os líquidos).

Efeitos Fisiológicos sobre o Metabolismo

O aumento do fluxo sanguíneo local proporciona o aumento de 02 e nutrientes das regiões e acelera a retirada de catabólicos, favorecendo a exceção.

Efeitos Fisiológicos sobre o Sistema Nervoso

Ao nível do SNC as aplicações locais (na hipófise) podem influenciar a atividade das glândulas com a elevação do fluxo sanguíneo e disseminação para outras áreas até atingir o SNC, onde esta localizado o centro hipotalâmico responsável pelo controle de temperatura corporal.
Já no sistema nervoso periférico, as fibras nervosas periféricas têm sua velocidade e condução aumentada em conseqüência do calor.

Efeitos Fisiológicos do tecido Muscular

Relaxa a musculatura, facilita a transmissão nervosa e através da vasodilataçâo promove a captação da toxina no trabalho muscular.

Destruição Tecidual

Este efeito só será ativado no caso de calor excessivo, que irá irritar o tecido, promovendo uma coagulação por desnaturação da proteínas (queimadura).

Diminuição da Dor.

Inibição nas terminações nervosas sensitivas;
Relaxamento muscular em decorrência do aumento do fluxo sanguíneo local, que favorece o aumento de metabolismo e drenagem de catabólicos.

Diminuição da Pressão Arterial

Em situações normais, quando o calor incide sobre um corpo, primeiro ocorre vasodilatação, seguida de diminuição da viscosidade do sangue.

Efeitos Gerais

1 - Cansaço e necessidade de dormir: ocorre em aplicações gerais e prorrogadas, em decorrência do aumento de temperatura geral.

2 - Efeitos acumulados: a energia de ondas curtas poderá ser acumulada também por pequenas doses; é o que ocorre facilmente com os terapeutas que manuseiam os equipamentos de diatermia, que são os mesmos sintomas dos técnicos que trabalham com ondas de radiodifusão, estes são: depressão, ansiedade, cansaço cefaléia, insônia.

5 - Dosimetria

a) Calor muito Débil - imediatamente abaixo do limiar de sensibilidade imperceptível.
b) Calor Débil - imediatamente perceptível
c) Calor Médio - Sensação dará de calor
d) Calor Forte - no limite de tolerância


6- Tempo de aplicação

De um modo geral, preconiza-se 20 a 25 minutos de aplicação.


7 – Indicações


* Afecções traumáticas do tecido mole;
* Cervicalgia;
* Dorsalgia;
* Lombalgia;
* Sacralgia;
* Epicondilite;
* mialgia;
* Tendinite,
* Fibrose;
* Sinovite;
* Tenoreaginite
* Capsulite;
* Periostite;
* Bursite;
* Miosite;
* Ostite;
* Tenossinovite
* Espasmo muscular;
* Miogelose;
* Ciatalgia;
* Lombociatalgia;
* Neuralgia;
* Cervicobraquialgia;
* Neurite;
* Processos inflamatórios crônicos;
* Neuropatias, especialmente ciática;
* Artrite crônica;
* Contusões, etc.

- Contra indicações


* Neoplasma
* Marcapasso
* Gravidez
* Tuberculose
* Febre
* Artrite e artrose
* Implantes metálicos
* Transtornos de sensibilidade (relativo)
* Transtornos circulatórios (flebites, arteriosclerose -relativo)
* Cardiopatas descompensados
* Fase aguda das patologia
* Período menstrual
* Tecidos expostos a radioterapia
* Hemorragia
* Região dos olhos (opacifica o cristalino - humos aquoso)
* Áreas com tecido adiposo muito espesso (maior que 3 cm de espessura)
* Hemofilia

* Fármacos anti-coagulantes.


Ondas curtas pulsátil

No ondas curtas contínuo a produção de calor ocorre pelo atrito provocado por uma corrente de alta freqüência, sofrendo resistência ao tentar passar por alguns tecidos, com este atrito e constante, a produção de calor é intensa.
No ondas curtas pulsátil esta vibração não é contínua e o calor que seria somado se dispersa nos intervalos de pausa.


Efeitos Terapêuticos

Os efeitos alcançados pelo ondas curtas pulsátil são mais evidentes, produzindo excelente resposta:
* Em acelerar a cicatrização de feridas
* Reabsorção rápida de hematomas e edemas
* Analgesia rápida
* Potente estimulador da circulação periférica.


Conclusão

O nosso corpo possui energia bioelétrica, e essa energia, aliada à energia dos equipamentos, aumenta a probabilidade de reparação tecidual.
Como foi exposto, a Eletroterapia atua de diversas formas auxiliando no tratamento fisioterapêutico. Conhecer seus meios, efeitos, indicações e contra-indicações é de vital importância para os estudantes e profissionais fisioterapeutas.

Ultra Som

Introdução

A eletroterapia em suas diversas modalidades é largamente utilizada pelos fisioterapeutas no tratamento de vários distúrbios.
Nos últimos anos houve grande evolução no conhecimento dos efeitos fisiológicos de correntes da aplicação dos agentes eletrofísicos nos tecidos.
O Ultra-som tem efeitos térmicos e mecânicos e age principalmente no processo de cicatrização e reparo das lesões. Já o Ondas Curtas tem importantes efeito: o aquecimento do tecido ocasionando diversas alterações que atuam acelerando o processo de cura.

Ultra-som


1 - definição

Movimento ondulatório na forma de onda mecânica. A onda do Ultra-som tem natureza longitudinal, isto é, a direção da oscilação é a mesma que a da propagação. Tais tipos de ondas requerem de um meio para sua propagação (não se propagam no vácuo) e causam compressão e expansão do meio.

2 - Bases físicas


a) Tipos de ondas

Transversais - Ex.: corrente elétrica
Longitudinais - Ex.: onda sonora

b) Natureza do som

As ondas sonoras são ondas longitudinais da matéria, que consiste em um movimento de vais e vem das moléculas, produzem assim uma energia vibratória que mobilizam um milhão de moléculas à medida que se propagam entre os tecidos. O meio que recebe as ondas deve possuir um determinado grau de elasticidade a fim que as partículas resistam a deformidades e mantenham a movimentação das moléculas. À medida que se movem as partículas promovem zonas de compreensão rarefação.

c) Freqüência

É o número de oscilações das moléculas que determina a freqüência da passagem do som.
Que é expressa em
MHz. O número de oscilações produzidas pelo CRISTAL de PzT, localizado dentro do cabeçote do aparelho é que determina a freqüência do aparelho. Existem aparelhos que oferecem 2 cabeçotes diferentes, um com uma freqüência de 1 MHz e outro com uma freqüência de 3 MHz.

d) Propriedade Acústica do Tecido

As ondas podem penetrar com mais facilidade em alguns meios em que outros, isto é, modificado de acordo com a constituição tecidual (impedância acústica), pois cada tecido possui densidade diferentes. Sendo assim, quando a onda sônica passa pêlos tecidos ela poderá ser "refletida", "refraladas" ou "absorvida".


- Reflexão:

ocorre nos limites entre os diferentes tecidos (interfaces). A quantidade de energia refletida depende da impedância acústica específica de cada tecido. Quando a onda bate ela retorna à partir da superfície onde foi projetada, depende também do ângulo de incidência


- Refração (Transmissão):

é quando a onda do ultra-som pode continuar propagando-se a um novo meio. Se incide em ângulo reto e continua na mesma direção.



- Absorção:


Os tecidos por onde as ondas Ultra-som passam absorvem sua energia. As ondas de elevada freqüência são absorvidas mais rapidamente que as de baixa freqüência, ou seja, um cabeçote de 1
MHz é absorvido entre 5 á 10 cm de profundidade e de cabeçote de 3 MHz é absorvida a mais ou menos 5 cm de profundidade.


e) Piezeletricidade

E quando aplicamos pressão mecânica sobre de determinados materiais e ele desenvolve cargas elétricas em sua superfície. Tal efeito também ocorre no sentido inverso, ou seja, quando aplicamos correntes elétricas alternadas sobre determinados materiais eles são capatazes de vibrar e portando produzir ondas ultra-sônicas. São os cristais.

f) Principais Geradores

Cristais antigos: Quartzo
Cristais modernos:
PZt cerâmico (tetànio de piomozirconato, chumbo, zircônio e tetànio)

g) Freqüência do som

Audíveis: 20 à 20.000 Mz
Infrasom: abaixo de 20 Hz
Ultra som: acima de 20.000 Hz

3 - Tipos de ultra som


Quanto a freqüência

a) de 1 MHz: ultra som profundo - 5 à 10 cm de profundidade
b) de 3
MHz: Ultra som mais superficial - 1,5 á 3 cm de profundidade

Quanto ao tipo de onda

a) contínuo: não possui interrupções no fluxo longitudinal das ondas

b) intermitente ou pulsátil: seriam intercepções no fluxo contínuo de ondas ultra-sònicas, onde as seriam intercaladas com pausas, de forma que o efeito térmico é minimizado por um atrito menos constante (a vibração é interrompida por pausas), sendo assim o efeito mecânico do Ultra som intermitente é superior.

4 - Efeitos


• Efeito térmico

O atrito a atividade das células promove calor o calibre dos vasos o fluxo sanguíneo nutrição tecidual a retirada de catabólitos favorece a regeneração tecidual


• Efeito Mecânico

Efeito Mecânico a permeabilidade da membrana acelera a absorção dos fluidos
Devido a ação mecânica entre os tecidos é que ocorre liberação de aderência, devido a separação de aderências, devido a separação das fibras de colágenos, remodelagem das camadas intracelulares, absorção do excesso de íons de Ca++. Mais presente no ultra-som intermitente.

• Diminuição da dor

Devido ao efeito térmico, que aumenta a irrigação sanguínea local, leva ao aumento do metabolismo e conseqüente retirada de catabólitos, levando a uma descompressão das terminações nervosas de dor local.

4.1 - Técnica

a) Subaquática
b) Bolsa de água (indireta)
c) Gel (direta)


5 - Cuidados

a) Limpar a região
b) Usar gel ou medicamentos à base de gel (o ultra-som se propaga muito bem na água ou ambiente aquoso e é bloqueado na presença de gordura (vaselina, óleos, pomadas, bálsamos)).
c) Deslizar o cabeçote em movimentos circulares
d) Manter contato perfeito em ângulo de 90°
e) Ligar e desligar o aparelho, mantendo o cabeçote em contato com a área.
f) Na técnica indireta, passar gel na pele e na bolsa de água.
g) Não de haver bolhas de ar dentro da bolsa de água desgaseificada.

6 - Precauções

a) Queimaduras: devido ao efeito térmico encacerbado por altas intensidades, algumas também delegam ao uso do cabeçote parado, por delimitar potenciais de pico em uma pequena área.

b) Hiperdosificaçâo: por produzir diversas lesões e estas levam a fibrosos.

c) Cavitação: é um deslocamento dos tecidos. E ocorre em doses excessivas. Na verdade ocorre um aumento da absorção ao nível das interfaces, produzindo um aumento do efeito Piezelétrico, destruindo principalmente a mitocôndria, que liberará gases, formando caversas gasosas.

d) Alteração no aparato: um acoplamento errado do cabeçote pode produzir reflexão superficial, não atingindo a terapia os níveis ideais de profundidade.

7 - Contra-indicação

a) Ouvido
b) Olhos
c) Ovários e testículos
d) SNC
e) Zonas de crescimento ósseo
f) Útero grávido
g) Neoplasias
h) Processo infeccioso
i) Cicatrizes em pós-operatório imediato e mediato/somente após 10 dias
j) Tromboses, flebites
k) Área cardíaca
l) Áreas tratadas com radioterapia


9 - Dosimetria e tempo de aplicação

Vai depender da natureza da lesão e do quadro do paciente: agudo ou crônico.
O tempo pode variar de 5 a 8 minutos de acordo com a área. Para dedos pode ser aplicado em 3 minutos.

Conclusão

O ultra-som é onda sonora e portanto, mecânica do campo gravitacional. Elétrico é, apenas, o equipamento gerador das ondas. A freqüência empregada em terapia vai de 0,8 a 1.0 MHz. Como a velocidade do som em tecidos biológicos é cerca de 1,5 x 103m 6-1, o comprimento de onda é cerca de 1,5 x 10-3 metros (0,15 cm). O mecanismo íntimo de ação do ultra-som é a vibração de estruturas através do impacto mecânico das ondas de som. Os choques geram calor, e a elevação da temperatura tissular é o agente terapêutico.
A intensidade do ultra-som é determinada pela potência do gerador e pela área da cabeça emissora, dividindo a potência pela área. A queda do nível de energia depende e muito, do meio condutor, no ar, cai rapidamente. Por esse motivo, para transmitir suficiente potência para os tecidos biológicos, e necessário colocar as partes em água, ou usar um lubrificante pastoso como vaselina ou óleo mineral.

Finalmente, o ultra-som é um instrumento muito auxiliar para um profissional da área de saúde e pode ser um fator essencial a um tratamento fisioterápico, porém, tendo que ser conhecido para ser utilizado. Pois procedido desta forma e também, conhecendo os seus efeitos e as suas conseqüências de melhora podem vir a ser um importante e esclarecedor passo em uma reabilitação ou tratamento.


Aparelho de Ultra-som e seu transdutor
Os melhores aparelhos são microprocessados e com cabeçote à prova d'água.
(Cortesia da Ibramed)

10 comentários:

  1. Oi Boa Noite, meu nome é Elisabete,atualmente estou cursando química em cosméticos na fac Oswaldo Cruz, por isso que acabei achando o seu blog, adorei, também sou evangélica da Congregação Cristã, voçê é muito especial tem um coração maravilhoso, continue assim,abraços meu emaill é elisabetemenezes@bol.com.br .

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    1. Oi Boa noite, Meu nome é saionara, gostei muito do conteudo, estou cursando fisioterapia, e sou da CCB. naysilva93@gamil.com

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  2. Boa Noite!!!Na realidade não é um comentário e sim uma pergunta. O OC e MO podem ser aplicados em pacientes portadores de Osteoporose? Existe alguma literatura falando sobre esse cuidado ou essa contra indicação? Obrigada

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  3. pô gostei muito do seu trabalho parabéns !!

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  4. Olá! Sou estudante de fisioterapia, estou indo para o 4º período e seu material sobre OC, MO, US me ajudou bastante. Você faz um ótimo trabalho!
    Muito sucesso e parabéns! Fique com Deus e que Ele te abençoe sempre. Beijos

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  5. Oiii sou estudante de Fisioterapia e estou no 6 período e estou estagiando numa clinica de traumato ortopedia e reumatologia e o seu material me deu uma ajuda técnica foi muito útil.Parabéns pelo seu trabalho!!!!!!!!

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  6. Boa noite flor, sou estudante do 8o sem. de fisioterapia (tbm pelo PROUNI) e estou estudando para uma prova do estágio de ortopedia e lendo sobre os aparelhos no seu blog achei o que procurava.
    Não gosto muito de aparelhagem, prefiro TM, mas nem sempre é possivel tratar só com a manipulação.
    Que Deus lhe permita continuar a ajudar por longos anos!
    Abraços
    (baby_su15@hotmail.com)

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  7. Ola, gostaria de saber se o Us pode ser aplicado em joelho com artrose, mas tem um porem, o outro joelho ja foi operado e usa pinos e placas de metal.

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  8. Sim o US. pode ser aplicado em joelhos com artrose.
    Em um estudo feito em 2004 para análise da eficácia do uso do ultra-som e alongamento (inibição ativa) na avaliação do escore de dor em pacientes portadores de atrose de joelho, chegou-se a conclusão de que a maior vantagem do uso do ultra-som é gerar calor, aquecendo o tecido colagenoso e a penetração efetiva desta energia até estrutuas profundas. O aquecimento leve pode diminuir a dor e o espasmo muscular. O tratamento com ultra-som, associado ao alongamento de inibição ativa, obteve maior efeicácia , promovendo a diminuição da dor nos pacientes do estudo.(AU)
    Fonte: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=413816&indexSearch=ID


    2ª pergunta: Se os pinos são no outro joelho, não tem problema tratar esse com US. Pois vc estará evitando que esse chegue ao mesmo ponto do outro, percebe?
    Veja:
    Indicações

    * Acidose tissular (reumatismo muscular);
    * Artralgias;
    * Artrose;
    * Anquilose;
    * Bursite (fase crônica);
    * Braquialgia;
    * Ciatalgia;
    * Contusão;
    * Cervicalgia;
    * Contratura de Dupuytren;
    * Contraturas;
    * Dorsalgia;
    * Distensão;
    * Deficiência circulatória leve;
    * Edema;
    * Entorse;
    * Epicondilite (fase crônica);
    * Esporão de calcâneo;
    * Fibrose;
    * Fibromialgia;
    * Lombalgia;
    * Lipodistrofia gelóide;
    * Mialgia;
    * Neuralgia;
    * Neuroma de coto doloroso;
    * Raynaud;
    * Sudeck (fases I e III);
    * Tendinites;
    * Úlceras varicosas.



    Contra-Indicações

    * Baço;
    * Cérebro;
    * Dermatomiosite;
    * Diabete;
    * Endoprótese;
    * Epifíse óssea em cresicmento;
    * Fígado;
    * Flebite;
    * Gânglio cervical superior;
    * Gânglio estrelado;
    * Infecção renal/urinária;
    * Lupus eritematoso sistêmico;
    * Miosite ossificante;
    * Órgãos reprodutores;
    * Osteoporose;
    * Paralisias;
    * Processo inflamatório agudo;
    * Região pré-ordial;
    * Sobre a coluna;
    * Tuberculose;
    * Tumores;
    * Varizes.
    http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/eletro/ultra_som2.htm

    Um abraço!

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  9. Trabalho perfeito!! Incrivel.

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