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R E A B I L I T A R - FISIOTERAPIA GERAL E ESTÉTICA - PAGINA DE COMPRAS

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R E A B I L I T A R - FISIOTERAPIA GERAL & DERMATOFUNCIONAL

domingo, 24 de maio de 2009

Doença de Osgood-Schlatter. AVALIAÇÃO e TRATAMENTO

A doença de Osgood-Schlatter (DOS) é uma das causas mais comuns de dor do joelho em adolescentes. É comum em atletas jovens que praticam atividades que envolvem corrida, chutes e saltos. O principal sintoma é dor no joelho, mais exatamente abaixo da patela que surge durante ou após a atividade física e, tipicamente, melhora com o repouso. Os pacientes apresentam dor e edema no tubérculo tibial (sendo portanto uma doença extra-articular). Os movimentos do joelho não são afetados.




FISIOPATOLOGIA
Em 1903, o ortopedista norte-americano Robert Osgood, e o cirurgião suíço Carl Schlatter, publicaram quase que simultaneamente trabalhos independentes que descreviam a possível patofisiologia da doença que foi batizada com seus nomes (eu não entendo esses caras. Se eu descobrisse uma doença nova, não gostaria nem um pouco que a batizassem com o sobrenome de minha família. Mas vá lá, gosto não se discute . . . se lamenta) A DOS é uma apofisite, mais comumente diagnosticada em atletas jovens, ligados a esportes que envolvem corridas e saltos, tais como futebol, basketball, dança e ginástica. Afeta geralmente meninos na faixa de 10-15 anos, e meninas entre 8-13 anos, coincidindo com estirão de crescimento. Nesta fase, o crescimento ósseo é mais rápido do que o de tecidos moles, resultando em encurtamento muscular ao redor da articulação com perda da flexibilidade. Sob estas circunstâncias, o stress mecânico da contração do quadríceps pode resultar em avulsão parcial do centro de ossificação. Eventualmente ocorre formação óssea heterotópica no tendão próximo à sua inserção, produzindo uma calosidade visível. Aproximadamente 25% dos pacientes tem lesão bilateral.

HDA
A dor é geralmente a queixa principal. A dor pode ser reproduzida pela extensão do joelho contra resistência, ou agachamento com flexão total do joelho. Correr, Saltar, ajoelhar e subir/descer escadas pioram a dor. Alívio dos sintomas ocorre com repouso. Durante a inspeção pode-se observar a presença de edema sobre a tuberosidade tibial anterior, dor à palpação da tuberosidade tibial e tendão patelar podem estar presentes. A dor é reproduzida por extensão do joelho contra resistência. A avaliação dos movimentos articulares é geralmente normal, alguns pacientes podem apresentar hipotrofia de quadríceps.

ANAMNESE.
O primeiro passo é determinar o nível de atividade física do paciente (que esportes pratica, freqüência, duração e intensidade), se o início dos sintomas está relacionado à atividade física intensa ou mecanismos traumáticos de repetição. Este questionamento pode revelar alguns fatores predisponentes. Um outro ponto importante é a idade e mudanças na altura e peso nos últimos meses, como forma de identificar um estirão de crescimento recente.Lesões ocorridas sem uma mudança óbvia na rotina de treinamento podem estar relacionadas à mudanças musculoesqueléticas causadas por este estirão.As lesões anteriores também devem ser pesquisadas.O paciente deve também descrever a localização e as características da dor em relação à atividades específicas, movimentos e posturas e em que momentos a dor surge/piora durante a atividade física. Isto poderá ser usado para monitorar o progresso do tratamento.

Achados Radiográficos. Observar a formação de uma calosidade óssea anormal junto da epífise de crescimento.

EXAME FÍSICO
OBS: esta avaliação parte do pressuposto que o paciente já tenha sido avaliado por um médico, confirmando o diagnóstico e excluindo outras patologias como fraturas e tumores ósseos

A primeira parte do exame físico é a palpação do tubérculo tibial e musculatura ao redor. Em relação à musculatura, vale a pena a busca por pontos-gatilho miofasciais, os quais obviamente não são a causa da DOS, mas podem contribuir nos sintomas álgicos. Com a palpação também deve ser observada a presença de calor (pode indicar inflamação do tendão patelar), o volume e a consistência do edema e também o volume da ossificação heterotópica. O próximo passo é avaliar o comprimento muscular de quadríceps (teste de Thomas), Ìsquiotibiais (), gastrôcnemio/solear (pela ADM ativa e passiva), flexores de quadril(novamente teste de Thomas), Banda ìliotibial (teste de Ober) enão esquecendo da rotação interna/externa do quadril (perda da ADM de rotadores é associada com alçterações do ângulo-Q, o qual afeta diretamente a biomecânica normal do joelho) Deve-se também analisar a marcha, a posição da patela, sinais de hipotrofia muscular, e limitações do arco de movimento.

Finalmente os testes funcionais, os quais vão determinar a gravidade dos sintomas e poderão ser utilizados para avaliar o progresso do tratamento.


  1. Existe dor na extensão ou flexão total de joelho nas ADMs ativa, passiva e resistida?

  2. Os joelhos e quadríceps. São similares em força e tamanho?

  3. O paciente é capaz de correr em linha reta sem dor?

  4. O paciente é capaz de realizar uma corrida de arrancada sem dor?

  5. O paciente é capaz de fazer uma corrida com giro de 45º sem dor?

  6. O paciente é capaz de fazer uma corrida com giro de 90º sem dor?

  7. Capacidade de fazer uma corrida em 8 sem dor ou desconforto?

  8. O paciente é capaz de saltar com os dois pés ou com o o membro afetado sem dor?

  9. O paciente é capaz de subir e descer escadas sem dor?

  10. O paciente é capaz de fazer agachamento sem dor?

TRATAMENTO

Existem algumas abordagens bastante úteis para o tratamento da DOS. Conheço colegas que usam Acupuntura, Hidroterapia, Bandagem Funcional e Eletroterapia. No entanto, em meio a tantas possibilidades, três condutas são unanimidade: Repouso, Gelo e Alongamento.

Recomenda-se interromper, ou pelo menos reduzir as atividades físicas que causem dor por um período de 4-8 semanas, assim como crioterapia regular por 20 minutos várias vezes ao dia. Se o repouso não for possível (talvez você esteja tratando um atleta de alto nível que NÃO pode ficar sem treinar por tanto tempo), então o recomendável é o uso de bandagem ou um brace infrapatelar durante o treinamento, assim como compressa de gelo durante 20 minutos imediatamente antes e imediatamente após a atividade física, além de prosseguir com a crioterapia várias vezes ao longo do dia. Naturalmente o paciente também deve fazer uso dos antiinflamatórios prescritos pelo médico.

Um programa de alongamento de ísquiotibiais, quadríceps e dos flexores de quadril deve ser iniciado. O alongamento do quadríceps é essencial, visto que o aumento do seu comprimento muscular irá reduzir a tensão aplicada sobre a inserção do tendão patelar na tuberosidade tibial. Estes alongamentos devem ser bilaterais para evitar desequilíbrio muscular e para prevenir o desenvolvimento da DOS no membro contralateral. Quanto à técnica, não encontrei nenhum estudo que comparasse os resultados de técnicas de alongamento diferentes. Desta forma ainda não há comprovação se energia muscular é superior a contrair-relaxar ou ao o estiramento mantido. Sendo assim, a escolha da rtécnica é do freguês (ou melhor: do terapeuta)Os objetivos iniciais do tratamento são o alívio da dor e da inflamação.



O retorno à atividade esportiva é avaliada de acordo com os testes funcionais (ver postagem anterior), os quais podem e devem ser realizados periodicamente. O uso de certas atividades específicas do esporte do paciente também são uma boa forma de avaliar a recuperação (atenção para avaliar de uma forma progressiva, do mais fácil para o mais difícil - Ex: posso avaliar a presença de dor durante o salto de um jogador de Voley pedindo para o paciente saltar baixo, evoluindo para um salto alto e terminando com uma corrida seguida de salto simulando uma cortada). Se o paciente for capaz de realizar os testes funcionais e as atividades específicas com força total e de forma agressiva como tem de ser numa partida), sem medo de lesão ou dor, então o paciente já pode retornar totalmente aos treinos e mesmo competições.


Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2009/01/doena-de-osgood-schlatter-dos-uma-das.html

25 comentários:

  1. A ÚNICA COISA QUE TEM LAMENTAR É NÃO PERCEBER O SENTIDO DE SE CHAMAR HOJE DOENÇA DE PARKINSON, MOYA-MOYA, OSGOOD-SCHLATTER, INBECILISMO (INVENTEI AGORA)ETC, ETC.

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  2. ANONIMO DISSE foi
    fdjfrancisco@gmail.com

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  3. Pois é, com certeza depois de vc descrever uma patologia até então não conhecida, com certeza gostaria de ter seu nome nela não é? Tipo uma patente ("fui eu quem descrevi primeiro"). Como Doença de Crhon, uma doença rara pra ser diagnosticada, imagina pra ser descoberta, logo, acredito estar diante de heróis que merecem reconhecimento. Imagine que hoje com toda tecnologia, ainda é difícil fazer pesquisa (é caro) falta investimentos, agora vc imagina há 50, 60 anos atrás? Esses caras ralaram pra pesquisar e descobrir as mesmas, é mais do que merecido ter seus nomes lembrados pra sempre nas patologias que eles descobriram não acha?

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  4. Resposta coerente! nota 10!
    helenfisio...

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  5. Obrigada Helen, por sua visita por seu comentário! Forte abraço!

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  6. essa doênça naum é legal naum, eu tenho e ja faz uns 10 meses lutando com ela, mas agora to me tratando

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  7. eu ja a teno a 1 ano e meio e n e nada agradavel a dor parece que vai saltar a perna e ainda se fica com um papo

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    1. eu tenho a 2 anos e cada vez que esbarro em alguma coisa doi d+++

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    2. verdade só esbarrar ne alguma coisa já doi muito,eu já tenho faz 1 ano e pouco e antes quando eu tinha acado de ter a DOS eu jogava bola todo dia nas ctaegorias de base do cruzeiro agora neem jogo mais

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    3. eu era goleiro e caia e batia toda vez que eu jogava por que tinha que saltar para pegaar a bola ai eu nun guentei mais e parei de jogar,agora já faz um ano que eu nun jogo mais bola quer dizer ainda jogo mas só de vez em quando,nao procurei medico especialista fui ne hospitais da rede publica mais eles não sabiam o que eu tinha mais agora doí bem menos do que doía antes,mais ainda se eu esbarrar em qualquer coisa doí muito mas dá até pra jogar bola já não fica mais aquela dor depois que vc joga bola mais no começo ficava meu professor de educação fisica tambem tem a DOS mais ele falo pra mim que quando ele tinha minha idade doía muito tambm se esbarrase ne alguma coisa eu tenho 13 anos o meu professor já tem 26 e ele falo que parou de doer quando ele tinha uns 18 anos mais ele falo que se bater forte aquele calombo que fica por causa da DOS doí um pouco mais tem que bater forte

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  8. Ótimo artigo, muito explicativo e de qualidade, meus parabéns novamente.
    Atenciosamente;
    Dr. Fabio Corsini Motta - ABQ:0486
    http://maps.google.com.br/maps/place?cid=917982717294940275

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  9. Eu tenho 14 anos Eu to escrevendo este comentario em junho e começou em março......... poha é horrivel esta doença.. sou um jogador de futebol e joga bola a cada 2 semanas e cada 2 semanas melhora mas quadn otermino o jogo fiko 3 dias doendo pohaaaaaa...........
    eu jogo bem demais tds estes anos atras pra agr começar me atrapalhar esta DOS

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    Respostas
    1. NAO DEIXE DE JOGAR ,,, SO CUIDE DO JOELHO E ALONGUE O QUADRICEPS QUANDO ESTA NA CAMA ,,, POIS TERA MELHORA IMEDIATA,,, E AQUECA BEM ANTES DE JOGAR ,,, MAS PRESERVE O JOELHO ...

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  10. eu tenho 13 anos ,e ja faz 2 anos que eu sofro com isso,eu ja fiz fisioterapia,e ate agora eu nao vi melhoras, eu nao pratico esporte diariamente mais se Deus quiser eu vou vencer a DOS.

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  11. Dr. Adriano Leonardi

    Desculpe o incómodo. Sou de Portugal, tenho 56 anos, li o seu artigo e lembrei-me de que numa radiografia da coluna de 1995, quando dei queixas de muitas dores, o radiologista deu indicação para investigar "doença de Osggod Shlatter", assinalando dismetria de 9 mm nos membros inferiores por fémur esquerdo maior e basculção da bacia.

    Corri toda a série de médicos, dizendo eles que tudo estava normal. Agora um médico afirmou que tenho um SDP - Síndrome de Disfunção Postural e uma Disfunção da ATM. Referi-lhe essa radiografia, lembrando-lhe que por volta dos 13-14 anos, tinha tido um acidente na Ed. Física, não tendo sido bem tratado. O mesmo médico, disse-me que não ligasse e que tudo voltaria ao normal depois de controlada a ATM e usando umas palmilhas com infra-vermelhos e uns óculos com lentes posturais.

    As palmilhas não resultaram, a ATM está ser tratada e os óculos não vejo grande vantagem. A minha intuição diz que algo não bate certo. Será que na minha idade, confirmando-se a lesão referida, haverá hipótese de tratamento? Neste momento estou incapacitado de trabalhar e preciso de o fazer por mais,pelo menos 9 anos.

    Peço desculpa, agradecendo a sua ajuda para esta situação de desespero.


    Cordiais Cumprimentos


    José Manuel Marinho

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  12. Nuss... tenho nos dois joelhos ja faz 2 anos. Tava bem melhor, mais hoje sofri uma falta(no jogo) e o joelho esquerdo caiu em cheio no chão e tá doendo demais =/

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  13. VI Q MINHAS POSTAGENS NAO FORAM DIVULGADAS... TENHO 35 ANOS E SOFRO A 2 MESES DESSA PATOLOGIA,,,
    UNILATERAL E SEM RESULTADO NO MEU US E TNS...

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  14. OSGOOD SCLATTER É UMA SINDROME ,,, AXO Q É ,,, POIS ACOMETE, AXO EU : PRINCIPALMENTE GOLEIROS; PELA FUNÇAO ; SALTO, EXPLOSAO, E ATRITO DOS JOELHOS COM O SOLO. A DOR CONTINUA DA TUBEROSIDADE ANTERIOR DA TIBIA E O CRESCIMENTO DA MESMA AINDA NAO TEM EXPLICAÇAO

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  15. bom, eu tenho osgood jah faz mais de 10 anos e provavelmente terei que operar meu joelho me atrapalhou muito no futebol e ateh hoj me incomoda muito no dia-dia entendo o que todos passam melhoras a todos!!

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  16. eu tenho 12 anos e jogava futsal 3 vezes por semana dai eu comecei a sentir o sintomas da DOS faz 1 mes e parei imediatamente queria saber se posso jogar normalmente com a DOS ?

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  17. Hoje tenho 27 anos e já tenho Osgood-Schatter há 13. Esse "pitoco" é enorme até hoje e dói muito se algo bater nele. Queria saber se existe tratamento cirúrgico. Vou consultar um ortopedista pra avaliar meu caso. O primeiro médico disse que sumiria quando eu terminasse de crescer mas pelo visto permaneceu.

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  18. Eu tenho mais de 15 anos isso ai... e hoje ta me encomodando bastante

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  19. Eu tenho mais de 15 anos isso ai... e hoje ta me encomodando bastante

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