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MEDITAÇÃO DIÁRIA

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Download Curso Primeiros Socorros - Dublado

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INFORMAÇÕES DO DOCUMENTARIO
Ano de Lançamento: 200x
Nome: Primeiros Socorros
Gênero: Auxilio, Primeiros Socorros
Duração: 44 Min
Audio: Portugues Dublado
Tamanho: 399 MB
Formato: Avi – DvdRip
Nota do Audio: 10
Nota do Vídeo: 10
…Download Curso Primeiros Socorros Portugues Dublado DvdRip Gratis Logo Abaixo.
Sinopse: Esta obra começa por uma explicação básica dos segredos do funcionamento do corpo humano, com a descrição das suas principais funções vitais. O que desde logo se revela de Primeiros Socorros grande utilidade para se compreenderem melhor os conceitos expendidos nos temas subseqüentes..

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sábado, 24 de abril de 2010

Tendinite da Pata de Ganso ou Anserina

Chamam-se “pata de ganso” os tendões dos músculos que inserem na região medial do joelho no terço proximal da tíbia. São eles: tendão do semitendinoso, grácil e sartório. Cada um tem localização, origem e ação específica, entretanto, todos têm (em tese), a mesma inserção, formando a referida “pata de ganso”. 

O semitendinoso origina-se na tuberosidade isquiática, na região posterior da coxa, sendo um dos responsáveis pela flexão e rotação interna do joelho e, acessório na extensão do quadril. O grácil, tem origem no corpo e ramo inferior do púbis e é um dos responsáveis por auxiliar a flexão, rotação interna do joelho e adução da coxa. O sartório origina-se na espinha ilíaca ântero-superior, auxiliando na flexão do quadril, flexão e rotação interna de joelhos.
Como mencionado, estes têm inserção “relativamente” comum, no terço proximal medial da tíbia (região interna do joelho). Juntamente com os tendões da “pata de ganso”, temos a bolsa sinovial, que lubrifica os tendões dando mais funcionalidade ao movimento, evitando atritos. Esta bolsa também pode ser sítio de dores isoladas ou estar associada à tendinite da “pata de ganso”, provocando a bursite da pata de ganso ou anserina.

MECANISMO DA LESÃO

Tendinite comum no meio desportivo, a tendinite da pata de ganso ocorre geralmente por excesso de uso, overuse, sobrecarga e esforço repetitivo. Um estresse biomecânico, provocado por um joelho valgo ou varo, pé pronado ou supinado pode ser um fator preditivo. Pancadas na região também podem provocar a lesão, associando com a bursite da pata de ganso.
Clinicamente, é difícil distinguir qual estrutura está afetada, se é o tendão ou a bursa. A literatura revela que, na maioria dos casos, o problema é de origem bursal. A inflamação da bursa (bursite) pode resultar de um trauma agudo na parte medial do joelho ou por overuse (sobrecarga), na qual há uma fricção repetitiva da bursa entre a tíbia e os tendões devido a estresses em valgo ou uso excessivo dos isquiotibiais, principalmente naqueles que tem um encurtamento dos músculos posteriores da coxa. É comum ocorrer nos esportes que exigem mudanças rápidas e bruscas de direção.

FATORES QUE PODEM DESENCADEAR A LESÃO


-Treinamento excessivo (overtraining);
- Gesto esportivo incorreto;
- Aumento súbito dos treinamentos e corridas em aclives;
- Encurtamento dos isquiotibias;
- Lesão do menisco medial;
- Deformidade em valgo;
-Instabilidade medial.
SINAIS E SINTOMAS

- Dor ao subir e descer escadas na região medial do joelho;
- Dor ao sair da posição sentada para em pé;
- Edema no local (inchaço);
- Dor a palpação da região;
- Dor para caminhar.

TRATAMENTO

• Fase aguda: crioterapia, ultra-som no modo pulsátil, laser e tens, podem ser recursos da eletrotermofoterapia que se aplicam bem ao quadro clínico do paciente. Quando a dor for diminuindo, incluir: exercícios suaves de alongamentos para os referidos músculos (semitendíneo, grácil e sartório), bem como exercícios de fortalecimento, com carga leve e progressiva. Na fase de resolução, incluir exercícios proprioceptivos (sensório-motores) específicos e, exercícios funcionais para retorno breve à prática desportiva. O uso de antiinflamatórios, é um recurso que deve ser utilizado também, de acordo com orientação e critério médico. 
• Fase crônica: Calor, ultra-som no modo contínuo, laser como cicatrizante, são recursos benéficos. Entretanto, os exercícios de alongamentos, exercícios de fortalecimento muscular, exercícios proprioceptivos e funcionais são fundamentais no processo de recuperação deste paciente. Bandagens funcionais podem ser utilizadas, bem como palmilhas específicas, caso haja alguma alteração biomecânica que justifique. Em geral, é auto-limitada (melhora com ou sem tratamento), mas o tratamento fisioterapêutico acelera e evita recidivas do quadro clínico.


Autor: Marcelo Luiz de Souza
Fonte: http://www.cartaovermelho.esp.br/modules.php?op=modload&name=Sections&file=index&req=viewarticle&artid=573&page=1

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Bandagens vídeos - Dores na planta do pé (Fascite Plantar)


Suas manifestações caracterizam-se pela dor local e ao redor da base do calcâneo e no arco plantar, principalmente ao levantar-se da cama, ou após um período de repouso. A dor é crônica e melhora após a movimentação. Sendo reincidente e diária. A prática quiroprática é uma excelente alternativa de tratamento para este tipo de patologia.

Raio-X lateral demonstrando o calcanhar acometido do esporão do calcâneo, complicação da Fascite plantar.


O que é Fascite Plantar?

Fascite plantar, refere-se a uma dor plantar, da fascia plantar. Caracteriza-se por uma inflamação ocasionada por microtraumatismos de repetição na origem da tuberosidade medial do calcâneo. As forças de tração durante o apoio levam ao processo inflamatório, que resulta em fibrose e degeneração das fibras fasciais que se originam no osso. A fascite plantar surge com maior freqüência em indivíduos obesos. A pronação excessiva do pé, apresenta maior probabilidade no desenvolvimento desta doença, em virtude do aumento da resultante de força na aponeurose, em conseqüência do alongamento do arco e expansão dos dedos.


Causas

A fascite plantar é resultado de uma desordem nas fibras da aponeurose plantar, causada possivelmente por anomalidades anatômicas e uso excessivo. Outros fatores podem estar associados a mesma, tais como: a falta de flexibilidade do arco longitudinal e a rigidez das musculaturas da panturrilha, assim como o uso de calçados inadequados e o aumento do tamanho do passo durante a caminhada ou corrida, já que é uma anomalia comum entre corredores.

Nos vídeos abaixo você conhecerá uma técnica chamada Bandagem, utilizada como uma das formas de tratamento. Com o auxílio de fitas apropriadas – do tipo esparadrapo – há uma maior proteção da fáscia plantar que auxilia na recupeção. A fita tem resultado porque ao ser posicionada em certos lugares elimina a tensão que provocou a inflamação. Na maioria dos casos apresenta melhora imediata sendo, entretanto, desapropriada se houver envolvimento nervoso, contribuindo para a diminuição da sensibilidade ao toque e a correção ortopédica.












Fatores de risco
  • Corridas de longa distância.
  • Calçados inadequados à curva do pé ou frouxos.
  • Obesidade.
  • Permanência por longos períodos em pé.
  • Danças, incluindo especialidades como o ballet e danças aeróbicas
Fonte do texto: Wikipédia
Vídeos: You Tube

Dor Lombar - Aspectos gerais e a importância do diagnóstico




Oitenta por cento dos seres humanos sentem dor lombar (lombalgia) em algum momento de suas vidas. Uma proporção menor tem dor cervical (pescoço) e na nuca, sendo que outros sentem dorsalgia. A maioria destas pessoas pode manter suas atividades habituais, mas as cumprirão com períodos de desconforto ou dor. Cerca de 30% desse grupo faltará ao trabalho devido à lombalgia. 


Quais as causas de lombalgia?
Na grande maioria das vezes, a dor se relaciona com problemas mecânicos da coluna vertebral, isto é, com defeitos na sua função. O tratamento principal é normalizar a função, isso podendo ser obtido com exercícios e outros cuidados posturais.
Outras causas são também freqüentes:
osteoartrite (artrose) das articulações intervertebrais e
desestruturação do disco intervertebral (discopatia degenerativa.)
Menos encontradas:
espondilolistese,
sacralização da apófise transversa da 5a vértebra lombar uni ou bilateral,
síndrome do músculo piriforme e
doenças das articulações sacro-ilíacas.
Este capítulo é dedicado à postura, porque prevenção ou correção de má postura previnem, melhoram ou corrigem a maioria dos problemas que levam a lombalgia.

O que é postura?
Postura é a posição do corpo.
Boa postura pode ser definida como o arranjo harmônico das partes constituintes do corpo, tanto em posição estática (parado) como em diferentes situações dinâmicas (movimento e força).
Quando se fala em coluna, postura é a coluna vertebral ereta estática (parado na posição de pé).
A posição ereta é obtida através dos tecidos moles da coluna vertebral: músculos, ligamentos e cápsulas articulares.
Boa postura é o resultado da capacidade que ligamentos, cápsulas e tônus muscular têm de suportar o corpo ereto, permitindo sua permanência em uma mesma posição por períodos prolongados sem desconforto. Uma postura aceitável também deve ser esteticamente apreciável.
Portanto, quando alguém cansa em uma fila de cinema, sente desconforto ou dor, se fica muito tempo assistindo TV, ou precisa sair cedo da cama no domingo porque dóem as costas, há sintomas de doença postural da coluna vertebral.
Desse modo, o exame postural é a avaliação da posição da coluna vertebral, das relações das suas curvaturas entre si e dos elementos envolvidos na sua harmonia ou desequilíbrio.
O exame postural é parte da avaliação física do aparelho locomotor e deve ser complementado pelo estudo cinético (movimentos) da coluna vertebral para adequada interpretação funcional das queixas ou achados eventualmente encontrados.
O que é a coluna vertebral? Como ela funciona?
A coluna vertebral é um conjunto de vértebras e discos sobrepostos.
Duas vértebras separadas por um disco intervertebral formam uma unidade.
O segmento anterior da unidade funcional está preparado para suportar peso, absorver choque e ter flexibilidade. No segmento posterior localizam-se as estruturas nervosas (medula e raízes nervosas) e um par de articulações que orientam os movimentos de cada unidade. Completam os constituintes da coluna ligamentos que têm função de sustentação e músculos.
A coluna vertebral estática
Vista de lado, a coluna vertebral tem quatro curvas fisiológicas: as lordoses cervical e lombar e as cifoses dorsal e sacra. Ela é sustentada pelo sacro, que se situa entre os ilíacos. A última vértebra lombar e a primeira vértebra sacra assumem um ângulo fisiológico que orienta a posição da coluna vertebral . O ângulo lombo-sacro é determinado pelo desenho de uma linha paralela à superfície superior do sacro dirigida a uma linha horizontal e mede ao redor de 30 graus. Ele depende da posição da pelve a qual, por sua vez, é equilibrada centralmente em um eixo transverso que se situa entre as articulações coxo-femurais (coxas com a bacia). Qualquer movimento rotatório da bacia modifica o ângulo lombo-sacro. A inclinação anterior (elevação da região anterior da bacia) o diminui e o movimento inverso, inclinação posterior, posiciona o sacro em direção horizontal, aumentando o ângulo lombo-sacro e a lordose lombar.
A posição da bacia se mantém por meio de controle ligamentar das articulações coxo-femurais. Em bipedestação, a extensão das articulações coxo-femurais é limitada à posição neutra pelos ligamentos ileopectíneos, que são espessamentos dos tecidos capsulares anteriores das articulações coxo-femurais. A pelve também é sustentada pelo tensor da fascia lata, que reforça a posição dos quadris e evita hiperextensão dos joelhos; essa fascia tem sua inserção proximal na crista ilíaca e distal no trato ileotibial na face lateral do joelho. A sustentação dos membros inferiores se faz, nos joelhos, por meio da cápsula articular posterior e ligamentos, não havendo necessidade de contração dos quadríceps. Há pequena contratura da musculatura da panturrilha dispendendo mínima energia. Pode-se observar, então, que a manutenção da postura ereta é essencialmente relacionada aos ligamentos com mínimo gasto de energia.
Vista de frente, a coluna vertebral normal não deve ter desvios laterais ou esses devem ser mínimos. Isso requer um sacro adequadamente alinhado, isso é, horizontalizado. O que determina a horizontalização do sacro é a igualdade de comprimentos dos membros inferiores. Assimetria de desenvolvimento da pelve também é causa de desvio do sacro, apesar de rara.
Em ambas situações, haverá diminuição da altura da bacia no lado afetado e o sacro ficará inclinado e, conseqüentemente, haverá uma atitude escoliótica (não é escoliose verdadeira) secundária com assimetria e sobrecarga nas articulações entre as vértebras. Se a escoliose não for corrigida, desenvolvem-se alterações estruturais nas facetas articulares e nos discos intervertebrais devido a sobrecarga assimétrica.
O desequilíbrio funcional da coluna vertebral
O equilíbrio da coluna vertebral deve ser mantido contra a gravidade, usando-se um mínimo de energia e provocando o menor desgaste possível. A fim de minimizar o consumo de energia, os músculos não participam de modo importante dessa função, cabendo aos ligamentos e cápsulas a principal ação de sustentação. Quando a tensão sobre os ligamentos excede limites fisiológicos ocorre contratura muscular isométrica reflexa (os músculos ficam contraídos sem movimentar-se) protegendo-os de mais alongamento.
A contratura muscular sustentada leva a fadiga e conseqüente incapacidade de proteção ao alongamento excessivo. Numa primeira fase de sobrecarga postural, os pacientes referem desconforto e fadiga, sendo a dor de partes moles um evento posterior.
São numerosos os fatores envolvidos no que se pode denominar doença postural da coluna vertebral.
Entretanto, quatro são predominantes na sua influência e freqüência:
Hiperlordose lombar (lordose é a posição côncava; hiperlordose é excesso de concavidade).
Postura esteticamente normal, mas musculatura despreparada e/ou insuficiente flexibilidade dos tecidos moles
Anomalias estruturais congênitas ou adquiridas (neurológicas, musculares, esqueléticas, ligamentares).
Posturas adquiridas por mau hábito ou treinamento inadequado durante os anos de desenvolvimento.

1. Hiperlordose lombar
A grande maioria das pessoas com dor lombar estática possuem hiperlordose.
São exemplos de posturas hiperlordóticas transitórias que podem provocar dor:
gravidez,
dormir de barriga para baixo em colchão mole,
usar calçados com saltos altos (projeta o corpo para frente e obriga a postura hiperlordótica para reequilibrá-lo)
sentar-se em cadeiras sem encosto adequado.
Nessas situações, desfazendo-se a lordose excessiva, a dor alivia ou desaparece.
Os mecanismos que levariam esses pacientes a sofrer dor poderiam ser entendidos por:
As facetas articulares se aproximam e a compressão excessiva levaria a dor;
Os orifícios intervertebrais têm seu diâmetro diminuído e as raízes nervosas sensitivas que se dirigem aos músculos, articulações e ligamentos são comprimidas;
O disco faz protrusão posterior, pressionando o ligamento longitudinal posterior e irritando terminações nervosas.
Os estímulos transmitidos pelas fibras sensitivas iniciam uma reação reflexa que leva à contratura muscular excessiva a qual tem a intenção de proteger a unidade funcional comprometida. Porém, a contração muscular sustentada torna-se um novo local de dor e, complicando mais ainda, a contração intensa também comprime os tecidos injuriados, fechando um círculo vicioso dor-contratura-dor.
Esse modelo conceitual de dor lombar relacionada com hiperlordose tem sido aceito por mais de cem anos.
Entretanto, ocasionalmente, a patogênese da lombalgia seria a permanência em flexão lombar por tempo prolongado, como ocorre com o homem moderno que gasta a maior parte do tempo sentado. Nessa posição, os tecidos posteriores são alongados em excesso e permitem que o disco intervertebral seja empurrado para trás.
O tratamento, nesses casos, é promover exercícios que fortaleçam os músculos extensores, recriando a lordose anatômica.
Cabe ao médico determinar se os sintomas do paciente se devem a hiperextensão ou hiperflexão. Provocar a dor ao reproduzir a posição anormal esclarece a fisiopatogenia de cada situação em particular.

2. Doença postural relacionada com músculos fracos e/ou rigidez músculo-ligamentar
Uma situação muito freqüente como causa de lombalgia é coluna vertebral normal mas músculos abdominais fracos. São necessários músculos abdominais potentes para sustentar a pressão exercida pela cavidade abdominal e, também, equilibrar as forças dos músculos eretores da coluna; caso contrário, haverá tendência crescente em aumentar a lordose lombar.
Outra condição freqüente e importante (e muitas vezes não identificada) de lombalgia é a falta de flexibilidade dos músculos e ligamentos posteriores da coluna lombar, das coxas e das pernas.
A coluna lombar flexiona 45 graus. Para uma flexão adequada, os músculos eretores, suas fáscias e os ligamentos longitudinais devem ser suficientemente extensíveis.
Após os 45 graus de flexão da coluna lombar, o restante do movimento do tronco se faz através da flexão da pelve. A rotação anterior da pelve é feita ao redor das articulações coxo-femurais e é limitada pelo comprimento e grau de alongamento dos músculos posteriores das coxas e pernas.
Se os tecidos não têm ou não estão com flexibilidade suficiente, a tentativa de atingir a amplitude máxima provocará dor devido ao alongamento excessivo e, eventualmente, dano estrutural.

3. Anomalias estruturais congênitas ou adquiridas
Ao se avaliar a coluna vertebral ereta, devem ser procurados defeitos nos membros inferiores ou na própria coluna. Há várias causas de assimetria de comprimento de membros inferiores. Diferença de até 1 cm é considerada normal e só deve ser valorizada se não se encontrar nenhuma outra causa para dor ou desconforto interpretada como de origem postural.
Causas de encurtamento de membro inferior
Hipoplasia congênita
Poliomielite
Pós-fratura
Genuvalgo ou varo assimétrico
Genurecurvatum assimétrico
Contratura assimétrica da panturrilha com pé eqüino
Dispraise de quadrilles
Coxartrose

4. Posturas adquiridas por mau hábito ou durante os anos de desenvolvimento
A influência dos padrões culturais, sociais, profissionais, hábitos, treinamento e psiquismo sobre a postura são importantes e muito numerosos, sendo, muitas vezes, difícil identificá-los. A associação de fatores, inclusive com os estruturais, complica mais ainda o problema.
Devem ser mencionados os gestos profissionais assumidos tanto na posição de pé como sentada, os diferentes modelos de assentos que provocam sobrecargas e alongamentos excessivos e os diferentes modos de sentar, inclusive no chão, influenciados por razões culturais incluindo as religiosas.
O psiquismo contribui de modo importante sobre a postura. A postura é a linguagem do corpo. Em parte, nós nos movemos e paramos como nos sentimos.
Os indivíduos deprimidos mantêm-se numa posição "caída", com o tronco curvado e os ombros projetados para a frente, assemelhando-se a uma pessoa muito cansada. Essa postura leva a estiramento anormal de ligamentos e dor, tornando-se muito fatigante, pois mantê-la leva à sobrecarga dos músculos extensores, adicionando um cansaço fisiológico à sensação psicológica preexistente.
Dor é uma sensação psicológica. Ela é sentida por alguém que posteriormente a descreverá, aí colocando sua reação à dor e sua interpretação do significado de seu sofrimento. Um observador experiente deve saber discernir entre o que podemos chamar de dor física e amplificação da dor que se observa em pacientes com severos distúrbios emocionais.
Também os indivíduos hipercinéticos, devido à agressividade, e os ansiosos, que se mantêm persistentemente tensos, demonstram seus sentimentos na postura.
Sua posição é de desequilíbrio, ficando o tronco anteriormente ao centro de gravidade e todos os músculos num constante estado de contração sustentada.
É comum encontrar meninas adolescentes com alta estatura que tentam diminuí-la curvando o dorso (dorso curvo da adolescente). Também podem modificar sua postura as adolescentes com seios volumosos e os de baixa estatura.
A prática de esportes durante os anos de desenvolvimento pode levar a assimetria corporal, como acontece em jogadores de basquete e tênis.
Também entre crianças e adolescentes os distúrbios psíquicos colaboram de modo importante para atitudes posturais inadequadas.
Todos os padrões de postura adquiridas no período de crescimento podem se perpetuar e tornarem-se problemas na fase adulta. Os tecidos desenvolvem-se de acordo com os estímulos ocorridos e podem terminar seu crescimento de modo defeituoso.

A Importância do Diagnóstico

A dor lombar é uma entidade comum em adultos acometendo adolescentes e em menor proporção crianças. Entre os distúrbios dolorosos que acometem o homem é muito freqüente, com incidência apenas menor que a cefaléia. A incidência é de aproximadamente 5 % ao ano, sendo que em alguma fase da vida 80% dos indivíduos terão dor lombar. Ela é classificada em aguda e crônica. É considerada aguda quando apresenta duração inferior a um mês e resultante de uma patologia médica destituída de gravidade. Caso a dor persistir por até ou mais de seis meses, é considerada crônica e representa 1% a 5% dos casos. Quando ocorrer compressão de nervos das regiões lombares e sacras esta situação denomina-se ciática, sendo observada em até 40% dos indivíduos ao longo da vida.
Em 85% dos pacientes, o diagnóstico é sindrômico, ou seja, a estrutura responsável pela dor da coluna não é identificada.
Entre as principais causas de dor aguda temos: hérnia de disco, fraturas de corpos vertebrais, estiramento muscular ou ligamentar e doenças das articulações interapofisárias posteriores. Estas dores poderão em sua evolução se cronificar.
As dores crônicas são de várias causas e entre as mesmas temos:
  • mecânico-posturais (posturas viciosas, obesidade, gravidez, esforços repetitivos, seqüelas neurológicas).
  • degenerativas (estenose do canal vertebral, artrose das articulações interapofisárias posteriores, ossificação ligamentar idiopática),
  • congênitas ( cifoescoliose, lordoses, espondilolistese - escorregamento de um corpo vertebral sobre outro).
  • inflamatórias (espondilite anquilosante, espondiloartropatias, artrite psoriática, artrite reativa, artrite reumatóide juvenil),
  • infecciosas (bacterianas e micóticas), tumorais (metástases ósseas, mieloma múltiplo), metabólicas (osteoporose)
  • psicológicas (fibromialgia e dor miofascial)







Hérnia de disco da Coluna Lombar




Discartrose da Coluna Lombar




Mestastases em Coluna Dorsal de Câncer de mama




Espoliose(10) Associado a Espondilolistese ( 2) da Coluna Lombar

É importante salientar que doenças em estruturas nas proximidades da coluna também podem causar dor na região lombar, como observado nas seguintes doenças: aneurisma de aorta, úlcera duodenal perfurada, pancreatite aguda, calculose renal, doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa, ileíte regional), ginecológicas (endometrioses, útero retrovertido, tensão pré-menstrual) prostatite e doenças inflamatórias pélvicas.




Aneurisma Discecante da Aorta (1) em paciente com Dor Lombar (2)

Alguns fatores contribuem para a dificuldade na abordagem das lombalgias e lombociatalgias:
  • Incompatibilidade entre os achados clínicos e os exames de imagem;
  • Dificuldade em se determinar o local que deu origem à dor, em parte decorrente da complexidade da inervação da região;
  • As contraturas musculares não se acompanham de uma lesão demonstrável ao exame histológico;
  • Dificuldade na interpretação dos fenômenos dolorosos.
É importante conscientizar o paciente dos fatores de risco que podem promover dor de coluna, dos quais destacamos os principais:
  • Idade;
  • estilo de vida (vida sedentária e tabagismo);
  • exercícios inapropriados ou a não realização dos mesmos;
  • sobrepeso e obesidade;
  • desobediência às regras básicas de postura;
  • já ter apresentado dor previamente.
A recorrência é comum e estudos demonstraram que após um ano de tratamento apenas 21% dos pacientes se apresentavam em remissão. Os outros, em sua maioria, não seguiram as orientações quanto aos fatores de risco, apresentavam problemas relacionados ao trabalho ou psicológicos, particularmente a depressão.


DIAGNÓSTICO
É importante ressaltar que em aproximadamente 80% dos casos o diagnóstico se estabelece por meio de uma avaliação clínica do adequada do paciente, que inclui história clínica completa, antecedentes pessoais, familiares e psicológicos, interrogatório sobre os diversos aparelhos e exame físico completo, exame do aparelho locomotor inclusive o exame neurológico, segundo resolução número 1627/2001 do Conselho Federal de Medicina, autarquia que regulamenta a prática da medicina.
O médico deve permanecer atento para os sinais relacionados a dor lombar de origem psicossomática. Nessa situação deve-se ter em consideração os seguintes aspectos:
  • a irradiação da dor não apresenta uma distribuição anatômica correspondente à raiz nervosa comprometida;
  • exame físico de dor lombar, que caracteriza simulação;
  • discrepância na pesquisa de sinais de compressão nervosa, estando o paciente sentado ou deitado.
Na maioria dos casos a dor lombar se resolve satisfatoriamente; porém existem situações em que os seus sinais e sintomas podem ser um alerta de que o paciente possa ter doenças que durante sua evolução coloque-o em risco de vida, fazendo-se necessário um diagnóstico precoce e preciso.
É obrigatório que o paciente seja informado e conscientizado a respeito de seus problemas. Ele deve ter participação ativa no raciocínio médico que envolve o seu caso, sendo que o médico deve se assegurar que foi compreendido. Os fatores de risco devem ser claramente colocados. Isto possibilitara uma melhor compreensão e aderência por parte do paciente ao tratamento.

Assim sendo, para que se seja realizado um diagnóstico precoce, preciso e rápido com relação custo benefício satisfatório, é necessário que o profissional que se proponha a cuidar desta afecção, tenha conhecimento e experiência em doenças do aparelho locomotor, clínica médica e neurologia, bem como discernimento em solicitar e interpretar exames auxiliares, de imagem e laboratoriais.

A historia natural da dor aguda da coluna lombar (lombalgia aguda) é de uma evolução media de 14 a 30 dias, sendo que 89% dos pacientes se recuperam neste período e retornam ao trabalho e para as suas atividades normais.
Já a síndrome da dor lombar crônica, apresenta características próprias entre as quais destacamos principalmente os problemas psicosociais, em especial depressão maior, ansiedade, abuso de drogas e álcool, medo exagerado, falta de atividade física falta de condicionamento físico, problemas familiares, disfunção sexual, dificuldade de relação no trabalho, desemprego, busca de benefícios previdenciários, entre outros.
Em aproximadamente 1,5% dos casos, os pacientes descrevem sintomas radiculares verdadeiros, resultantes da compressão de uma ou mais raízes nervosas, conhecido como ciática.
Em indivíduos jovens até aproximadamente 55 anos de idade, são de causas mecânicas, principalmente a hérnia de disco e naqueles acima desta idade, são de causa degenerativa, particularmente a estenose de canal.
Naqueles casos em que a ciática é devido à hérnia de disco, no mínimo 95% dos mesmos melhoram com tratamentos clínico, em um período de 02 a 08 semanas, não sendo necessário tratamento cirúrgico.
A indicação cirúrgica deve ser criteriosa, após a realização do tratamento clínico , por um período de 06 a 12 semanas, levando em conta todos os fatores de risco do paciente, a fim de se obter os melhores resultados.
Nos casos de ciática devido à estenose de canal sintomático, 80% dos casos apresentam boa evolução com tratamento clinico com tempo de segmento mínimo de 4 anos, sendo que a cirurgia somente deve ser indicada na falha do tratamento clinico com critérios rígidos.
Em conclusão, o tratamento dos pacientes portadores de dor da coluna lombar, deve ser fundamentado na medicina baseada nas melhores evidências científicas associada à experiência adquirida pelo profissional responsável ao longo dos anos.


SOT - FAMEMA

sábado, 3 de abril de 2010

CLASSIFICAÇÃO DO RISCO ERGONÔMICO NAS DIVERSAS SITUAÇÕES DE TRABALHO

Este quadro deve ser lido na horizontal e é colocado por área do corpo; no final do mesmo discorremos sobre as situações de sobrecarga ergonômica para todo o corpo. A classificação é de responsabilidade técnica do autor deste livro, que, para alguns riscos, faz referência à literatura científica existente. (*)







PARTES
DO CORPO
AÇÃO
TÉCNICA
NORMAL (A)
IMPRO-VÁVEL,
MAS
POSSÍVEL (B)
SITUAÇÕES DE
DESCONFOR-TO,
DIFICULDADE OU FADIGA (C)
RISCO(D) ALTO
RISCO(E)
REFERÊNCIAS
1 - Olhos
1.1 - Visão

longe / perto
1 - Visão para longe alternada com visão para perto e vice-versa 1 – Manuten-ção de fixação visual para perto, com pausas bem definidas ou com atividades de descanso rotineiras 1 - Trabalho com fixação visual em tela de computador em ambiente com ar condicionado, fazendo uso de lentes de contato
2 - Trabalhar mais que 6 horas por dia em posto de trabalho informatizado, sem pausas regulares ou sem possibilidade de mecanismos de regulação
1 - Fixação visual com peça em movimento
2 - Empenho visual prolongado em detalhes exibidos pelo monitor de vídeo, sem pausas regulares
3 - Monitor de vídeo apresentando tremores na tela
4 - Empenho visual prolongado em ações técnicas de precisão feitas próximo dos olhos, sem pausas regulares

5
16







1.2 -
Ofuscamento


1 - Claridade incidindo direta-mente ou por reflexo nos olhos

5
16







1.3 -
Visibilidade e contraste
1 – Visibilidade normal 1 - Situação de visibilidade difícil, porém sem maiores conseqüências 1 - Contraste ruim, seja no monitor de vídeo, no papel ou no revestimento de mesas e bancadas
2 - Contraste excessivo
3 - Distância de visão muito longa ou muito curta
1 - Visibilidade difícil, com possibilidade de acidentes (especialmente humanos), gerando tensão ao fazer a operação 1 - Visibilidade difícil, de forma constante - exemplo, dirigir sempre à noite, em estrada ruim ou perigosa, sem sinalização, condições meteorológicas desfavoráveis 5
16







2 - Pescoço
2.1 – Posicio-namento



1 - Posicionamento estático
2 - Posicionamento estático com objeto visualizado acima da horizontal dos olhos
1 - Posicionamento estático fletido maior que 40 graus
2 - Pescoço mantido em torção ou inclinação
5
8







2.2 - Monitor de vídeo 1 - Monitor de vídeo na frente dos olhos 1 - Monitor de vídeo ligeiramen-te laterali-zado, mas ainda centralizado 1 - Monitor de vídeo lateralizado, uso ocasional 1 - Posicionamento estático ao trabalhar com terminal de vídeo colocado na lateral do posto de trabalho 1 - Idem ao item 2.2 D1, porém sem espaço para os membros inferiores, exigindo desvios posturais adicionais 10
2.3 - Uso de
telefone
1 - Uso normal do telefone; uso de headset 1 - Ombreira para usar o telefone 1 - Telefone preso no pescoço, uso ocasional 1 - Telefone preso no pescoço, uso freqüente

3 - Ombro e braço
3.1 - Flexão/ elevação do braço
1 - Elevação eventual até o nível dos ombros, ação e volta ao ponto neutro 1 - Elevação até o nível dos ombros, ação e volta ao ponto neutro menos que 1.000 vezes por turno, esforço fácil 1 - Elevação até o nível dos ombros, menos que 1.000 vezes por turno, porém ações técnicas difíceis 1 - Elevação acima do nível dos ombros, mais que 1.000 vezes por turno, ações técnicas rápidas; ou menos de 1.000 vezes por turno, porém ações técnicas difíceis 1-Acima do nível dos ombros, mais de 1.000 vezes por turno e ações técnicas difíceis ou prolongadas 20
22
3.2 - Abdução do braço 1 - Abdução até 45 graus, não estática 1 - Abdução 45 a 90 graus, não estática
2 - Braços abduzidos, porém com apoio
1 - Sustentação em abdução sem força 1 - Sustentação em abdução com força
5
17
3.3 - Áreas de alcance dos braços e mãos 1 - Movi-mento dentro da área de alcance normal
(25 cm na frente do operador)
1 - Movimento dentro da área de alcance máximo (31 cm trabalhando sentado ou 61
cm trabalhando
de pé) menos de 1.000 vezes por turno, com
flexão ou abdução de no máximo 45 graus.
1 - Movimento freqüente dentro da área de alcance máximo (mais de 1.000 vezes por turno)
2 - Movimento dentro da área de alcance máximo, com flexão ou abdução entre 45 e 90 graus, até 1.000 vezes por turno
3 - Movimentos raros além da área de alcance máximo, porém como rotina.
1 - Movimento freqüente além da área de alcance máximo (31 cm)
2 - Movimento dentro da área de alcance exercendo força intensa para se empurrar ou puxar peças, usar parafusadeiras ou ferramentas
1 - Movimentos fora da área de alcance máximo (31 cm) exercendo força intensa 5
19
22
4 – Cotovelo
4.1 – Susten-tação de pesos
1 - Cotovelos em posição neutra ou fletida sem sustentação de peso 1 - Cotovelos fletidos com sustentação de pesos ocasionalmente 1 - Cotovelos em posição neutra com sustentação de peso não excessivo
2 - Cotovelos fletidos com sustentação de pesos freqüentemente
1 - Cotovelos fletidos com sustentação de peso elevado e esforço estático constante
2 - Carregar cargas
mais pesadas que 12 kg de forma constante


4.2 - Força 1 - Esforços normais de flexão ou extensão do antebraço

1 - Flexão ou extensão do antebraço fazendo força súbita
2 - Alta intensidade de força enquanto roda o antebraço ou braço
1 - Flexão ou extensão do antebraço fazendo força súbita, em alta intensidade
2 - Força nítida com os membros superiores, utilizando o tronco
para auxiliar no esforço
5
20
5 – Antebraços
5.1 – Posicio-namento
1 - Trabalho na posição neutra
2 - Trabalho estático, porém com apoio
1 - Trabalho em pronação 1 - Trabalho em supinação
2 - Alternância entre pronação e supinação mais de 1.000 vezes por turno, sem esforço; ou com esforço, porém menos de 1.000 vezes por turno
3 - Membro superior mantido em pronação estática
1 - Alternância entre pronação e supinação mais de 1.000 vezes por turno e com esforço. 1 - Cotovelo comprimido contra superfície dura  5
22
5.2 - Apoio para os antebra-ços 1 - Antebraços apoiados sobre
superfície
arredonda-da ou macia

1 - Antebraços sem apoio
2 - Antebraços encostando em quinas vivas ocasionalmente
1 - Antebraços tendo que trabalhar apoiados em quinas vivas.

6 - Punhos 1 - Postura neutra 1 - Desvio ligeiro do punho 1 - Desvio ulnar significativo
2 - Desvio radial significativo
3 - Extensão ou flexão do punho
1 - Fazer força intensa ou muito intensa com a mão em desvio ulnar ou radial
2 -  Fazer força intensa ou muito intensa com flexão significativa do punho
1 - Fazer força intensa ou muito intensa com extensão significativa do punho 5
17
7 - Mãos
7.1 - Preensão
1 - Mão exerce a função de agarrar (preensão) e solta logo em seguida 1 - Mão como morsa, alternando com repouso, rodízio ou em baixa freqüência 1 - Mãos como morsa, sem mecanismos de regulação
2 - Preensão com força excessiva, ocasional
1 - Mão como morsa, em esforço intenso
2 - Preensão com força intensa ou muito intensa, freqüente

20
7.2 - Pinça 1 - Pinça sem esforço 1 - Pinça com esforço, alternando com repouso, rodízio ou em baixa freqüência 1 - Pinça com esforço, de forma prolongada 1 - Pinça com esforço, alta freqüência (mais que 1.000 vezes no turno)
20
22
7.3 - Pegas

1 - Pegas muito largas ou muito estreitas
2 - Falta de encaixe adequado para os dedos
3 - Pegas cilíndricas, lisas e sem ranhuras
1 - Fazer força com pegas muito largas ou muito estreitas, mais que 1.000 vezes no turno
2 - Pegas com quinas vivas

5
7.4 – Repeti-ção de movi-mentos das mãos 1 - Repetição do mesmo movimento menos que 1.000 vezes por turno 1 - Repetição do mesmo movimento de 1 a 3 mil vezes por turno, com rodízio eficiente e pausas 1 - Repetição do mesmo movimento de 1 a 3 mil vezes por turno, com rodízio eficiente ou pausas 1 - Repetição do mesmo movimento de 1 a 3 mil vezes por turno, com força ou desvio postural, mesmo com rodízio e pausas
2 - Repetição do mesmo movimento mais de 6.000 vezes por turno
1 - Repetição do mesmo movimento entre 3.000 e 6.000 vezes por turno, exercendo força ou em desvio postural
2 - Repetição do mesmo movimento mais que 12.000 vezes por turno
20
22
8 – Digitação de dados 1 - Até 8.000 toques por hora, com pausa de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados 1 - De 8.001 a
12.000 toques por
hora, com pausa
2 - Até 8.000 toques por hora, sem pausas
1 - De 12.001 a 15.000 toques por hora, com pausa; ou mais de 8.000 toques por hora, sem pausa 1 - Mais de 15.000 toques por hora; ou mais de 12.000 toques por hora, sem pausas
15
9 - Postura para o trabalho 1 - Trabalhar alternado, sentado e de pé 1 - Trabalhar sentado, com pouca alternância, em cadeira em boa condição ergonômica
2 - Trabalhar de pé, com possibilida-de de sentar-se em intervalos regulares ou quando necessário
3 - Trabalho de cócoras, ocasional-mente
1 - Trabalho sentado durante a maior parte da jornada, em cadeira em más condições
2 - Trabalhar sentado, estático
3 - Postura de cócoras com movimentação do corpo
4 - Trabalho de cócoras, constante
5 - Trabalhar deitado com os braços elevados, ocasionalmente
6 - Trabalhar em postura de torção do corpo ocasionalmente, com alternância (ex. manutenção)
7 - Trabalhar em pé, andando, sem carga, mais que 5,5 km por dia
8 - Posições incômodas, freqüentes
1 - Trabalhar de pé, parado, ou com pouca movimentação durante a maior parte da jornada.
2 - Trabalhar sentado, tendo que levantar ou movimentar pesos com mais de 3 kg, como rotina no ciclo, especialmente longe do corpo; ou levantar mais de 10 kg, ocasionalmente, nesta posição
3 - Trabalho sentado durante a maior parte da jornada em condições extremas de desconforto
4 - Trabalho de cócoras com deslocamento do corpo
5 - Trabalho com torção do corpo, constantemente
6 - Trabalho deitado com os braços elevados constantemente
1 - Trabalhar continuamente com exigências posturais extremas 5
10 - Eixo do corpo 1 - Corpo na posição vertical 1 - Inclinação ocasional do tronco
2 - Torção  do tronco, sem flexão com pesos leves, ocasional
1 - Tronco encurvado até 60 graus algum período da jornada, sem apoio
2 - Torção do tronco, sem flexão, com pesos moderados ou pesados, ou freqüentemente
1 - Permanência de tronco encurvado durante boa parte da jornada de trabalho, sem apoio
2 - Torção do tronco
e flexão da coluna,
tendo que manusear
ou levantar pesos, mesmo que leves
1 - Torção do tronco e flexão da coluna manuseando carga pesada 5
11 - Esforços musculares 1 - Esforços dinâmicos 1 - Esforços estáticos ocasionais 1 - Esforços estáticos freqüentes 1 - Esforços estáticos contínuos
5
10
12 - Levanta-mento de cargas -
12.1 - Critério qualitati-vo
1 – Levanta-mento ocasional de cargas até 10 kg 1 – Levan-tamento ocasional de cargas até 14 kg (a partir do piso), 18 kg (a partir da canela) ou até 23 kg (elevada no nível do púbis) 1 - Idem anterior, porém freqüente 1 - Levantamento mesmo que ocasional de cargas entre 18 e 35 kg (a partir do piso) ou de 25 a 45 kg (estando elevada no nível do púbis)
2 - Tronco encurvado sustentando pesos
1 - Levantamento de cargas acima de 35 kg (a partir do piso) ou acima de 45 kg (estando elevada no nível do púbis) 1
23
12.2 - Critério quantita-tivo (NIOSH, 1994) 1 - Índice de Levan-tamento (IL) ≤ 0,7 1 - IL até 1,2
1 - IL de 1,21 a 2,5 1 - IL > 2,5 23
13 – Manu-seio de
cargas



1 - Situações em que,
embora seja impossí-vel definir um Limite de Peso Recomenda-do, haja movimenta-ção freqüente de cargas acima de 20 kg sem possibilidade de posturas corretas – por exemplo, pessoal de manuseio de bagagens em aero-portos, colocação de bagagens no interior de aeronaves, manu-seio de apare-lhos domésticos pesados
1-Situações idênticas ao
13-D-1, porém freqüentes.

14 - Esforços estuda-dos em modelo biomecânico 3DSSPP Universi-dade de Michigan
14.1 - Coluna

1 - Esforço que resulte em força
De compressão
no disco L5-S1 até 3.400 N
1 - Esforço que resulte em força de compressão no disco L5-S1 entre 3.400 e 5.000 N 1 - Esforço que resulte em força de compressão no disco L5-S1 entre 5.000 N e 6.400 N 1 - Esforço que resulte em força de compressão no disco L5-S1 acima de 6.400 N 4







14.2 - Demais articulações 1 - Mais que 90% da população feminina é capaz de fazer o esforço 1 - Entre 75 e 90% da população feminina é capaz de fazer o esforço 1 - Entre 50 e 74% da população feminina é capaz de fazer o esforço 1 - Menos que 50% da população feminina é capaz de fazer o esforço 1 - Menos de 20% da população masculina é capaz de fazer o esforço 4
15 – Vibração
15.1 - De corpo inteiro

1 - Trabalhar sentado durante a maior parte da jornada em equipamento pouco dotado de amortecimento, porém deslocando em piso liso 1 - Idem, em piso irregular (por exemplo, empilhadeira em piso irregular de fábrica)
2 - Vibração até 1,6 m/s2
3 - Vibração maior que
1,6 m/s2, porém respeitado o limite de exposição definido pela Norma ISO 2631 (1997)
1 - Trabalho em escavadeiras em piso irregular; motoniveladoras ou equipamento de arraste de madeira em trabalho florestal (necessariamente em piso irregular)
2 - Vibração entre 1,6 e 2,5 m/s2 sem respeito ao limite de exposição definido pela Norma ISO 2631, de 1997 (seja equipamento móvel ou fixo)
1 - Vibração acima de 2,5 m/s2 sem respeito ao limite de exposição definido pela Norma ISO 2631, de 1997 (seja equipamento móvel ou fixo) 12
15.2 - Vibração mão-braço
(proveniente
de ferramen-tas
vibratórias)
1 - Equipamentos com baixa velocidade e baixa aceleração
1 - Equipamentos com alta velocidade ou alta aceleração, porém utilizados em tempo compatível com as definições da norma ISO 5349 (2001) 1 - Equipamentos com alta velocidade ou alta aceleração, utilizados em tempo acima dos limites definidos pela normal ISO 5349, 2001
13
16 - Duração da jornada em atividade repetitiva
(Considerar até 528 minutos por dia se for para compensação de sábados)
1 - Até 480 minutos por dia, com pausas equivalentes a 17% da jornada 1 - Até 480 minutos por dia – pausas equivalentes
a 8% da jornada
1 - Até 480 minutos por dia, pausas menores que 8% da jornada (sem pausas)
Ou com pausas equivalentes a 8%, porém com horas extras de até 8 h por mês
1 - 480 minutos por dia e, além disso, mais que 8 horas extras por mês (como continuação de jornada) 1 - 480 minutos por dia e mais que 8 horas extras por mês (como continuação de jornada) ou prática de dobras de turno 9
17 - Sistema de trabalho
Atividades repetitivas avaliadas pelo Método TOR-TOM
1 - Taxa de ocupação máxima >91% 1 - Taxa de ocupação máxima entre 85 a 91%
2 - TOM menor que 85% porém TOR-TOM igual a zero ou menor que zero
1 - Taxa de ocupação máxima < 85% e TOR-TOM até +5. 1 - Taxa de ocupação máxima < 85% e TOR-TOM de +6 a +10 1 - Taxa de ocupação máxima <85% e TOR-TOM >+10 7
18 - Grau de
dificuldade
1 - Tarefas difíceis, porém pouco freqüentes ou de curta duração 1 - Tarefas difíceis, freqüentes, porém de pouca duração; ou de longa duração, porém pouco freqüentes 1 - Tarefas difíceis, freqüentes e durando muito tempo 1 - Tarefas muito difíceis, durando muito tempo e freqüentes
7
14
19 - Atividades de mecânicos
1 - Tarefas
em que, embora haja posiciona-mentos forçados do corpo, são de curta duração ou
de baixa
freqüência e não contêm esforços
críticos

1 - Idem ao item 19 B1, porém com esforços críticos ou grande repetitividade ou postura inadequada por tempo prolongado
5
20 - Ambiente - conforto térmico 1 - Temperatura efetiva entre 20ºC e 23ºC 1 - Temperatura efetiva entre 19ºC e 20ºC ou entre 23ºC e 24ºC 1 - Temperatura efetiva abaixo de 19ºC ou acima de 24ºC 1 - Ver critérios do IBUTG relaciona-dos ao grau de exigência física da tarefa
15
21 - Ambiente - conforto
acústico
1 - Nível
de ruído
< 60dBA
1 - Nível de ruído entre 60 e 65dBA 1 - Nível de ruído acima de 65dBA 1 - Ver critérios da higiene ocupacional
15
22 - Ambiente - iluminação 1 - Nível de iluminamento adequado à exigência da NBR 5413 1 - Nível de iluminamento um pouco abaixo (até 80%) ou um pouco acima (até 120%) do recomendado pela NBR 5413 1 - Nível de iluminamento abaixo de 80% do recomendado ou acima de 120% do recomendado pela NBR 5413

15
23 - Geral
(Pressupõe-se exposição não ocasional aos itens citados a seguir)


1 - Trabalho físico pesado;
2 - Trabalho pesado em ambiente quente
3 - Protetores tipo concha em ambiente quente
4 - Ambiente de trabalho muito ruidoso
5 - Trabalho com alta carga mental
6 - Trabalho de alta densidade
7 - Jornadas prolongadas
8 - Sistemas e recursos auxiliares do trabalho trazendo dificuldade para o trabalhador (não ocasional)
9 - Posição gargalo
10 - Leiaute apertado e falta de espaço
11 - Ter que trabalhar em ambiente quente ou frio (independente de avaliação quantitativa)
12 - Veículos apertados
13 - Veículos sem ar condicionado
14 - Veículos com direção mecânica
15 - Falta de sanitários no campo
16 - Odor fétido ou forte
17 - Exposição a intempéries, sol ou frio excessivo
18 - Botina de segurança muito pesada


15







Observações:


• (*) Quando não há referências científicas, o autor utilizou o senso comum da verificação extensiva em campo de situações de trabalho causadoras de transtornos e lesões, contando que a validação seja pelo critério da intersubjetividade (isto quer dizer, profissionais da área que possuam bom conhecimento técnico-científico sobre Ergonomia e sobre doenças relacionadas com as condições ergonômicas desfavoráveis tenderão a concordar com a classificação aqui colocada).


• Nas situações classificadas como de RISCO ou ALTO RISCO é sempre possível prever uma conseqüência em termos de distúrbio, lesão ou adoecimento do trabalhador.


• Não se deve penalizar a condição de trabalho quando a mesma é adequada e existe uma má postura do trabalhador.


• Para muitas das situações, uma condição que seria classificada como de RISCO pode ser revertida para IMP se houver mecanismos adequados de regulação: rodízio com tarefas de exigências biomecânicas distintas, atividades de baixa exigência ergonômica e pausas suficientes. Não aplicar este critério se a situação for classificada como de ALTO RISCO.


• Seguindo o mesmo raciocínio, uma determinada classificação poderá ser agravada se houver coexistência de outras inadequações.


• A codificação colocada nos quadros facilita o mapeamento ergonômico de uma determinada área operacional. Dois exemplos: (a) numa fábrica, uma tarefa de CORTE DE FIOS foi classificada como de RISCO pelos motivos 7.2 D 1 e 16 D 1; buscando na tabela, verificamos com facilidade que os fatores levantados para classificá-la como de risco foram: 7.2 D 1 (pinça com esforço, alta freqüência, mais que 1.000 vezes no turno) e 16 D 1 (480 minutos por dia e, além disso, mais que 8 horas extras por mês como continuação de jornada); (b) num call center, o trabalho do pessoal de atendimento foi classificado como de RISCO ERGONÔMICO pelos motivos 2.1 D 1 – (posicionamento estático do pescoço) e 17 D 1 (taxa de ocupação máxima de 80% e taxa de ocupação real de 89%).
• Isso permite também à chefia ter uma noção clara e rápida dos aspectos que deve solucionar a fim de melhorar a condição ergonômica daquela tarefa.
Referências Bibliográficas
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8. COUTO, H. A. O fenômeno LER/DORT no Brasil; natureza, determinantes e alternativas das organizações e dos demais atores sociais para lidar com a questão. 2000. 487 f. Dissertação (Doutorado em Administração) – Centro de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, FACE, UFMG, Belo Horizonte.
9. COUTO, H. A. Novas perspectivas na abordagem preventiva das LER/DORT; o fenômeno LER/DORT no Brasil: natureza, determinantes e alternativas das organizações e dos demais atores sociais para lidar com a questão. Belo Horizonte: Ergo, 2000. 478 p.
10. HAGBERG, M. et al. Work-related musculoskeletal disorders. A reference book for prevention. London: Taylor & Francis, 1995.
11. NIEBEL, B. FREIVALDS, A. Methods, standards and work design. 11th ed. New York: McGraw Hill, 2003. 746 p.
12. NORMA ISO 2631, Mechanical vibration and shock evaluation of human exposure to whole-body vibration, Part 1: General Requirements, ISO, Suíça, 1997
13. NORMA ISO 5349, Mechanical vibration – measurement and evaluation of human exposure to hand-transmitted vibration, Part 1: General requirements, Suíça, 2001
14. NORMA ISO 10075, Ergonomic Principles related to mental work-load – general terms and definitions, ISO, Suiça, 1991
15. NORMA REGULAMENTADORA 17 – Portaria 3751, – Ministério do Trabalho e Emprego, Brasil, 1991
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22. VIIKARI-JUNTURA, E. The epidemiologic context of work-related musculoskeletal disorders. Helsinki: Finnish Institute of Occupational Health, 1996.
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